Mateus Ettori Cardoso
Médico

Médico
Natural de São José dos Campos (SP), Mateus Ettori Cardoso formou-se em Medicina no Estado de Minas Gerais e realizou especialização em Santo André, na grande São Paulo. Desde 2020 atua no Centro de Referência e Treinamento HIV/Aids Santa Cruz, inicialmente no núcleo de internação. Em 2023 passou a integrar também a Casa da Pesquisa e o Ambulatório, atendendo pacientes recém-diagnosticados e aqueles em perda de seguimento (interrupção do tratamento ARV). No mesmo ano, ampliou suas atividades ambulatoriais no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Desde meados de 2021 mantém contato e parceria com diversas ONGs, participando de ações do movimento social das pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA), realizando palestras para jovens e colaborando em eventos científico-sociais.
A partir de 2021, Mateus intensificou sua atuação em eventos promovidos por ONGs e encontros científico-sociais, buscando compreender melhor as necessidades das populações atendidas durante o acompanhamento ambulatorial. Nessas iniciativas, passou a contribuir em palestras sobre HIV, tuberculose e coinfecção, direcionadas para a população jovem, aproximando sua prática clínica das demandas do campo social.
Mateus tem sido um colaborador ativo em diversas frentes: participou de mobilizações públicas (como a passeata no Theatro Municipal contra cortes em políticas públicas), compôs mesas regionais de diálogo, ministrou palestras educativas e participou de eventos em alusão ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Sua atuação clínica — especialmente no cuidado aos recém-diagnosticados e em ações de reinserção ao seguimento — contribui para o fortalecimento das práticas de cuidado humanizado.
Na 4ª Edição do Prêmio José Araújo Lima Filho de Ativismo e Direitos Humanos (2024), promovido pelo Mopaids para reconhecer experiências e iniciativas de destaque no enfrentamento da epidemia na cidade de São Paulo, Mateus Ettori Cardoso foi homenageado na categoria Acesso ao Tratamento. O prêmio destacou sua abordagem humanizada no cuidado à comunidade LGBTI+, reconhecendo sua contribuição para ampliar o acesso a medicamentos antirretrovirais e aos cuidados de saúde destinados a pessoas vivendo com HIV.
Mateus carrega, tatuado em sua pele, um provérbio que guia sua prática: “Se quer ir mais rápido, vá sozinho. Se quer ir mais longe, vá em equipe.” Esse princípio orienta seu compromisso com a construção coletiva de respostas à epidemia de aids. O desejo de transformar o cotidiano das pessoas o levou a integrar o movimento social; ali ele aprende, escuta as necessidades reais das pessoas e busca multiplicar esses conhecimentos na sua atuação clínica, conectando cuidado e ativismo.