O Movimento Paulistano de Luta Contra a AIDS - MOPAIDS, tem por objetivo ampliar e dar continuidade as ações de incidência política, fortalecer e estruturar as comissões ou representações municipais de ONG e/ou pessoas para o intercâmbio e sua instrumentalização respeitando as especificidades de cada área de atuação das ONG/AIDS de Assistência, de Prevenção, de Direitos Humanos, de Casas de apoio, de Redes de pessoas que vivem com HIV/AIDS, assim como outras instâncias de governo e setor privado.
O MOPAIDS também atua entre as organizações que embora trabalhem na luta contra a AIDS, estão em campos diferentes, os problemas relacionados com essas áreas, são diferenciados devido suas especificidades, na intenção de trazer essas organizações para discutir, propor estratégias de formação, política, social, advocacy, controle social e ações intersetoriais.
No dia 04 de Março de 2002, nas dependências do Cefran - Centro Franciscano de Luta Contra a AIDS, passou a ter existência o MOPAIDS, anteriormente havia uma outra formação que atendia como Fórum Municipal de ONG/AIDS, desde Julho de 2001, cuja criação foi instituída em virtude da necessidade de articulação e enfrentamento dos problemas existentes entre o movimento e serviços públicos de saúde.
Potencializar ações de políticas públicas de saúde integradas, junto aos Programas de IST-AIDS, Secretaria Municipal de Saúde e outros serviços públicos, cujo propósito é refletir, socializar compreensões e potencializar críticas e intervenções propositivas da sociedade civil organizada para o debate sobre ações em IST/HIV/AIDS na cidade de São Paulo.
Entre 1980 e junho de 2014, foram notificados 757.042 casos de AIDS no Brasil, sendo 242.475 no Estado de São Paulo e 86.112, no Município de São Paulo. Na atual conjuntura a resposta à epidemia de IST/HIV/AIDS, tem como premissa três aspectos: sustentabilidade técnica, política e financeira. Deve ser considerada a relação com a sociedade civil organizada, a promoção dos direitos humanos e a garantia do direito à prevenção e assistência.
Cada vez mais a resposta à epidemia municipal pede atenção e reorganização das agendas da equipe multiprofissional e olhar atento à possibilidade de ampliação das ações e dos campos, distanciando-se e reagindo a qualquer possibilidade de estigma, preconceito e discriminação.
O futuro da reposta local à epidemia não pode estar desconectado da necessidade de ações direcionadas a profissionais de saúde e sociedade civil organizada que devem atuar em resposta conjunta as necessidades em saúde de cada sujeito, conforme as suas especificidades e, no amplo universo das diferentes redes de atenção à saúde – RAS. Para isto, a Linha de Cuidado em Atenção às Pessoas Vivendo com AIDS deve voltar-se para a saúde integral, mobilizando toda a rede disponível no SUS, de forma a responder, da porta de entrada a alta complexidade a cada uma dessas necessidades apresentadas pelos sujeitos, o que inclui, as diferentes áreas de atuação em saúde pública, bem como todas as Unidades que compõem o Sistema Único de Saúde municipal.